quarta-feira, 24 de março de 2010

Pensamento

Aquele que diz: sei , não sabe ; porque quem sabe não diz

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Rio se mexe

O RIO SE MEXE

O governador do Rio, SÉRGIO CABRAL (PMDB), agrupa lideres políticos de todo o estado e mobiliza a massa de cargos comissionados, principalmente, para um ATO político na Cinelândia, dito "em defesa dos royalties do petróleo" e "contra a Covardia". A matéria já está nas mãos dos senadores, e nada mais oportuno e interessante para os mesmos, já que este é um ano eleitoral, a pauta tem apelo nacional e os holofotes da mídia estão por todos os lados, além de ter pelos corredores do senado os maiores cabos eleitorais da nação, os prefeitos e vereadores. Então, com tudo isso, não creio que o pedido de pressa pela apreciação da matéria, feito pelo Governo Federal, vá ser atendido assim tão simplesmente. Vejo mais oportunismo e ideologia barata que pragmatismo nessa discussão. O deputado IBSEN, que emendou a PEC do Pré-Sal, agora sugere ao Senado que tire do Governo federal para irrigar os Estados e municípios produtores (demagogicamente jogando pra galera e evitando "se queimar"); o líder do governo, senador JUCÁ, disse que sequer abre discussão com esse viés de retirar uma prata do Governo Federal (preciosismo desavergonhado com os interesses nacionais); o GABEIRA solta NOTAS pelo mailling dizendo que semeia o entendimento que salvará a todos ( que figura !!); o DORNELLES assegura que já deu cabo às soluções esperadas; o CRIVELLA chuta na canela dos outros pra dizer que está a frente dessa movimentação em favor dos produtores. O presidente da Abramt, ERNANE PRIMAZZI, (entidade que congrega municípios produtores), embora não seja do Rio, tem interesse direto na questão e, mesmo tendo sido abandonado à própria sorte pelo governador do seu estado, o SERRA, ao invés de partir para o senado com os 21 membros associados, e se instalar na porta de entrada daquela instituição, optou por Miami/EUA. É lá que está hoje, tamanha a preocupação com essa agenda. Estranhamente, a Petrobrás não se envolve na questão, ao menos para demonstrar aos legisladores que mais que o bônus, há o ônus que não está sendo observado nesse debate. Dessa maneira, o Rio se mexe, mas essa prosa -a meu ver- parece que já está com seu resultado decidido desde muito antes de ser iniciada publicamente, mas como tem gordura- todo mundo quer beliscar um pouco e se aproveitar bastante dos resulatdos dessa briga.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Querem garfar o Rio de Janeiro novamente

Se a capital do Basil fosse ainda o Rio de Janeiro o Lula já estaria com muita gente protestando na sua porta.” Essa foi a primeira idéia que veio à cabeça do cientista político Carlos Novaes ao pensar no cenário do Rio de Janeiro como sede do atual governo.

De fato, se a capital ainda estivesse à beira-mar, a pressão popular sobre as decisões do governo federal seria muito maior do que se vê em Brasília. O adensamento urbano carioca possibilitaria a reunião de grandes massas em movimentos reivindicatórios. Basta dizer que no Rio vivem hoje cerca de 5000 habitantes por quilômetro quadrado. Em Brasília, o número cai para 400.

E esse contingente seria bem maior se a nossa Cidade Maravilhosa ainda abrigasse a administração federal. De 1960, ano da transferência da capital, a 2000, data do último censo, a população carioca foi a que menos cresceu entre as capitais. Não se pode afirmar que o Rio acompanharia o ritmo de crescimento de São Paulo, nem que receberia os migrantes que povoaram Brasília. Afinal, a capital paulista passou por uma explosão demográfica incomum, motivada pela industrialização, e o novo Distrito Federal nasceu do nada, atraindo muita gente interessada na sua construção. Mas pode-se dizer que a mudança da capital estimulou dois tipos de movimento, que contribuíram para o esvaziamento do Rio: imigrantes passaram a preferir destinos como São Paulo e Brasília, em vez da antiga capital, e antigos moradores emigraram, alguns envolvidos com a burocracia federal, outros pela queda da qualidade de vida na cidade. De fato o Rio de Jaeiro perdeu muito.

De fato, a perda do status de capital levou consigo o dinheiro ligado à presença da burocracia, gerando um empobrecimento da cidade, que culminaria, ao longo dos anos, no crescimento da informalidade e na escalada da violência. Segundo o sociólogo Luís Antônio de Souza, do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, a presença do poder público federal poderia ter evitado muitas das agruras sofridas pelos cariocas nos últimos 40 anos.

“Poderia haver maior controle sobre o tráfico de drogas e armas, com a presença dos Três Poderes”. Souza não descarta, entretanto, um outro panorama, muito mais pessimista. Como capital, o Rio receberia um fluxo maior de imigrantes, veria crescer ainda mais as favelas e subúrbios e as áreas mais ricas e seguras se isolariam definitivamente. “Nesse caso, a cidade seria ainda mais violenta.”

Ao mesmo tempo em que o Rio de Janeiro se esvaziava, Brasília crescia, baseada em vultosos empréstimos externos e financiamento inflacionário. Calcula-se que a construção do novo Distrito Federal tenha custado de 2% a 3% do PIB, ao longo dos quatro anos de obras. Em valores atuais, isso representaria um investimento de 6 a 10 bilhões de reais por ano, valor semelhante ao Orçamento anual da cidade do Rio, calculado em 8 bilhões de reais para 2003. Ou seja, sem Brasília, nossa dívida externa com certeza seria menor e, conseqüentemente, os juros, hoje, seriam menores.

Mas a construção de Brasília teve outras conseqüências, além de onerar as contas públicas. Primeiro, estimulou o povoamento de algumas regiões do Centro-Oeste, principalmente no entorno da nova cidade e ao longo das rodovias construídas para ligar a capital ao resto do país. Sem esse impulso, o interior do país ainda seria uma espécie de faroeste, uma terra meio sem lei, isolada por milhares de quilômetros do centro de poder. Além disso, a mudança da capital pariu uma classe profissional que se nutriu não só de muito dinheiro, mas de poder para interferir na vida política brasileira: os empreiteiros. “Houve muita promiscuidade no trato com esse tipo de empresário”, afirma Maria Victoria Benevides, cientista política.

Brasília, no entanto, não gerou apenas problemas políticos e econômicos. No Planalto Central nasceram, a partir dos anos 80, algumas das principais bandas do rock brasileiro. Segundo o crítico Arthur Dapieve, “a porção mais politicamente engajada do nosso rock nasceu ali”. E não foi por acaso. A proximidade do poder, o contato com culturas estrangeiras por meio de filhos de embaixadores e o fato de a maioria dos roqueiros brasilienses ter pais ligados ao funcionalismo público são algumas razões para o surgimento desse movimento no Distrito Federal. Sem isso, adeus aos versos de Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial e Raimundos.

Mas agora querem tirar o direito do Rio receber os royalties do petróleo e outros valores relacionados a sua exploração . É demais !! Novamente querem impedir o Rio de crescer. Este estado que melhor representa o país no exterior vai sucumbir, vai falir se nenhuma providência for tomada. Será que não é hora de pensarmos em um movimento separatista ? Ou o Rio ter uma maior ou melhor representaividade no cenário Nacional ? E as Olimpíadas ?

Queria saber se o Rio ganhou com a exploração da cassiterita no Norte, com a borracha ( látex) da Amazônia, com as minas de Minas Gerais, com o ouro de Serra Pelada, com a plantação de melão do Nordeste, com octoberfest do Sul etc.

Isto está virando uma sacanagem, ou melhor , uma Cabanagem !!